Apostila de português para alunos com dificuldades (3ºano) Gabarito comentado

 

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GABARITO COMENTADO

1. Alernativa D.
É importante verificar se o aluno lê com fluência um texto narrativo e consegue identificar os elementos básicos dessa tipologia, identificando sua principal finalidade: contar uma história (D). Se o aluno assinalar a alternativa A ou a alternativa B, é sinal de que não percebeu a diferença entre as tipologias textuais: os textos que visam dar uma instrução (A) pertencem ao tipo instrucional, caso das receitas, bulas de remédio e prescrições médicas; os que relatam fatos reais (B) pertencem ao tipo Expositivo, como é o caso das notícias e reportagens; a brincadeira de parlenda (C) pertence mais ao gênero poético, caracterizada pela presença de versos, rimas e sonoridade vocabular. Se a alternativa assinalada for a C, o aluno pode estar considerando que algumas parlendas até contam uma história ou trecho de história, mas é preciso que ele diferencie essa peculiaridade secundária da principal finalidade dos textos em questão. Se o aluno assinalou a D, já percebe que se trata de uma narrativa caracterizada principalmente por ser ficcional, imaginária, inventada, além de ter, obrigatoriamente, cinco elementos básicos: personagens, ação, tempo, espaço e narrador. Em caso de o aluno não haver assinalado a alternativa D, traga para a classe outros exemplos de cada tipologia, pedindo aos alunos que constatem suas diferenças em relação à finalidade discursiva. Esse procedimento os ajudará a reconhecer mais facilmente as narrativas, percebendo as regularidades nessa tipologia.

2. Narizinho chamava o Anjinho de Flor das alturas.
A questão exige uma identificação de uma informação explícita no texto, presente no terceiro parágrafo, entre parênteses (“nome que deu ao Anjinho”). Caso o aluno não a identifique, retome com ele a narrativa oralmente, solicitando que diga, desde o início, o que foi acontecendo entre as personagens e quais características são explicitadas no texto.

3. Certamente, o apelido era por ele ter vindo do céu e ser bonito ou puro como uma flor.
Para responder à questão, o aluno deve fazer uma inferência; recomenda-se aceitar como correta outras possibilidades plausíveis e coerentes com a leitura: se ele é anjo, veio do céu, ou melhor, das alturas; foi comparado com uma flor porque as flores são bonitas, inocentes, puras, “boazinhas”, fazem bem às pessoas, são cheirosas. Se o aluno tiver dificuldade em chegar a essa inferência, retome mais uma vez a leitura e, no terceiro parágrafo, dê destaque à informação entre parênteses, conversando com o aluno sobre as diferentes possibilidades de resposta para essa questão. 
4. Alternativa D
Se o aluno assinalar a alternativa A ou a alternativa B, é sinal de que não percebeu o conflito gerador dessa sequência narrativa: o surgimento de um número expressivo de crianças em visita ao anjinho que apareceu no Sítio do Picapau Amarelo. Quem assinalou a alternativa A fixou sua atenção para um fato secundário que, embora atraente (aparecer um anjinho no Sítio é realmente interessante!), não é decisivo para o conflito vivido por Tia Nastácia e Dona Benta, que se assustam com a poeira da estrada que a multidão de crianças acaba por levantar. Se a alternativa assinalada for a B ou a C, na mesma medida, o aluno não compreendeu a narrativa fixando sua atenção em elementos circunstanciais da trama. Nesses casos, será preciso retomar a leitura, inclusive esquematizando no quadro, por meio de desenhos, a sequência narrativa. Os próprios alunos podem fazer os desenhos e ordená-los, conforme a sequência narrativa.

5. 
A. Texto 2
Evidencia-se aí, de forma explícita, a diferença entre sentido denotativo (real, concreto, de dicionário) e o conotativo, ou figurado, revelando diferentes possibilidades de explorar o sentido das palavras. O fato de o texto 2 já vir em versos pode ser uma “pista” para o aluno associar essa estruturação ao substantivo “poetas”: poetas escrevem poesias e estas são em versos; o ideal, porém, é que o aluno perceba que o texto 1 apresenta uma definição científica, literal, de estrelas, enquanto o texto 2 associa esses astros a “sonhos de moça partidos”, “desilusões de poetas”, “raios de luz desprendidos das asas das borboletas”. Caso o aluno não chegue à resposta correta, traga para a classe outras poesias apropriadas à faixa etária, assim como revistas de divulgação científica; peça a eles que leiam oralmente trechos dos textos e discutam sobre as diferentes linguagens.
B. O desenho pode auxiliar o aluno a compreender a metáfora: “estrelas são raios de luz desprendidos das asas das borboletas”. 

6. Benta, Cuca, Narizinho, Pedrinho, Saci.
Se o aluno não conseguir listar a sequência de nomes na ordem alfabética, oriente-o a consultar um quadro de ordenação das letras em Língua Portuguesa. O aluno que, minimamente, confundir-se com as palavras iniciadas por P ou S apresenta grau satisfatório de aprendizagem; o que conseguir toda a sequência domina muito bem a ordenação alfabética. O aluno, porém, que se confundir com a ordenação deve efetuar outras atividades de reforço que possam trazer-lhe fixação e aprendizagem, como produção de cartazes e listagem do nome dos amigos.
7. Amélia, Guilherme, Mariana, Fábio, Olga, Yuri, Walter, Carolina.
Nomes que começam com vogais: Amélia, Olga e Yuri.
Inicialmente, é preciso que o aluno se recorde de que toda sílaba tem apoio vocálico, daí ele preencher as lacunas com vogais. Peça aos alunos que não conseguirem esse feito que leiam em voz alta a palavra e arrisquem uma possibilidade de preenchimento da lacuna, lendo novamente a palavra para verificar se obtiveram êxito, até conseguir acertar.
A seguir, o aluno deve circular as palavras iniciadas por vogal. A maior dificuldade da atividade está no conhecimento de que Y é uma vogal, pois tem o som de I. Para os alunos que tiverem essa dificuldade, assim como para os que não reconhecerem K e W como consoantes, retome as atividades do material didático. Peça, também, para que recortem de revistas palavras iniciadas por vogais e/ou consoantes e as ordene. 
Considere de aprendizagem ampliada o aluno que circular essas três palavras: Amélia, Olga e Yuri. 

8. Alternativa D
Se o aluno assinalou a alternativa D, significa que atingiu aprendizagem ampliada, conseguindo inferir qual seria o conteúdo de cada texto e, ainda, associá-los, identificando a alternativa contendo um tema em comum. O aluno que, porventura, assinalar a alternativa A, certamente se atentou apenas à primeira manchete, devendo ser estimulado a fazer uma leitura mais atenta. Os alunos que assinalarem qualquer uma das restantes também não atingiram performance satisfatória em leitura, uma vez que nem se citam, nos títulos, a localidade em que vivem tais animais, e eles, muito menos, abordam o tema do abandono. Extraia outras manchetes de jornais e repita o exercício com a turma, para reforçar a aprendizagem.

9. Frente/Futuro/Volta/Formiga/Fruta/Saúva.
O aluno que conseguir preencher todas as lacunas distingue os fonemas fricativos F/V com bastante propriedade. Para aqueles que encontrarem dificuldade, aconselhe-os a pronunciar as palavras com as duas alternativas (com F ou com V), de modo a conseguir optar pela melhor letra. Pode ser interessante mostrar a pronúncia no espelho: olhando no espelho, os alunos pronunciam os dois sons prestando atenção ao posicionamento da língua, dos lábios e dos dentes. Quando o espelho embaçar mais, o som é F e, quando embaçar menos, é V.

10.  Resposta pessoal, mas com estrutura de bilhete e explicação coerente, relacionada às adivinhas do exercício anterior.
A estrutura do texto é a de um bilhete; portanto, nele deve haver vocativo (endereçamento para alguém) e um elogio à adivinha. É importante considerar que o aluno escreva os nomes próprios com letra inicial maiúscula, assim como o início das frases, além de usar ponto-final para terminar as frases. É esperado que o aluno efetue ao menos um desvio, mas, para aqueles que não conseguirem atingir desempenho satisfatório, proponha-lhes que troquem bilhetes ou entre si ou com seus pais, para acentuar a necessidade de usarem um vocativo, grafarem corretamente as palavras e usarem adequadamente os sinais de pontuação. Caso o aluno não realize a formação das palavras corretamente, é possível que não esteja na hipótese de escrita alfabética ou que não compreenda certas questões ortográficas. 
11.  Cabide/goleiro/boneca/gato/bode.
O aluno alfabético conseguirá “desembaralhar” as sílabas e escrever com adequação os nomes das figuras, demonstrando compreender questões ortográficas e de sonoridade, como C/G ou vogais E/O em final de sílabas. Para o aluno não alfabético, proponha formar as palavras com letras móveis (ou sílabas móveis) antes de ele registrá-las.

12.  Alternativa C
É possível inferir o medo em virtude de elementos bem significativos, como o olhar de susto, a abóbora no espelho, a vela apagada (conotando escuridão) e as mãos levadas ao rosto. Se o aluno assinalar a alternativa B, certamente inferiu não se tratar deste um sentimento positivo, como explícito em A, que logo seria rejeitado em virtude do que foi ilustrado. Caso o aluno assinale D, será preciso fazer, oralmente, uma análise da ilustração, a fim de que ele perceba tratar-se efetivamente da resposta C.
13. Respostas possíveis: o olhar de susto; a abóbora no espelho; a vela apagada (conotando escuridão); as mãos levadas ao rosto.
É esperado que o aluno cite ao menos um desses elementos para explicar o que o levou a assinalar a alternativa C na questão anterior. Caso ele cite mais de um, revelará ser um observador atento e perspicaz, além de revelar habilidades de leitura bastante significativas. Caso o aluno não consiga identificar nenhum desses elementos, ou então referir-se a um dado secundário (a gaveta, o espelho, o quadro), será preciso retomar o trabalho, levando à classe ilustrações diversas e solicitar ao aluno que identifique seus elementos.

14. Aventuras.
“Prodígios” e “aventuras” não são propriamente palavras sinônimas, mas, por pertencerem ao mesmo campo semântico, devem ser associadas: as crianças do Sítio vivem as maiores aventuras, verdadeiros prodígios, até andaram pela Via Láctea! O aluno que não chegar com exatidão à resposta, citando trechos ao invés de palavras (“imagine só”, “meu Deus do céu!”...), deve ser lembrado de que esses trechos, apesar de relacionarem-se ao efeito que o prodígio causa em quem o conhece, não são propriamente o que foi pedido na questão. O aluno que não conseguir responder deve ser ajudado: leia o trecho em voz alta e peça aos alunos que eliminem as respostas improváveis, até chegar à palavra “aventuras”.

15. “Até pelo céu já andaram – pela Via Láctea, imagine”.
Não necessariamente o aluno destacará a frase inteira; considere como resposta se citar uma das duas partes do período: ou antes ou depois do travessão. Um erro comum poderá ser o de o aluno sublinhar muito mais do que esse trecho, revelando insegurança quanto à compreensão tanto da pergunta quanto do texto; nesse caso, retome com os alunos o trecho destacado, mostrando-lhes as diferentes possibilidades. Repita o exercício com outros trechos de textos.

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