Interpretação de texto 4ºano - Conto popular - Arquivo em PDF pronto para baixar com gabarito

 


GABARITO COMENTADO

1. O viajante disse à velha pão-dura que ia cozinhar uma sopa de pedra. A mulher foi sendo pouco a pouco enganada, levando até ele todos os ingredientes necessários de uma sopa.

É esperado que o aluno reconheça o texto como um Conto de Artimanha, em que o protagonista, o viajante, elabora uma estratégia para ludibriar a velha senhora sovina que não lhe quis alimentar. O principal é que o aluno perceba que estratégia ele usou para enganá-la: foi deixando-a curiosa e interessada a ponto de, pouco a pouco, ir levando todos os ingredientes necessários a uma sopa. Para os alunos que apresentarem dificuldade, peça que listem quais foram os ingredientes que o viajante pediu à velha, perguntando-lhes se seriam suficientes, com exceção da pedra, para fazerem uma sopa. Faça-os perceber que, se o viajante os pedisse todos de uma vez, a velha logo desconfiaria, daí eles serem pedidos aos poucos. Chame, também, a atenção dos alunos para o fato de a velha ter, naquela sopa, um interesse material: ela era sovina, então fazer sopa de pedra interessava-lhe muito, uma vez que não precisaria gastar nenhum ingrediente. Relacione esse interesse da velha à total falta de percepção de que estava sendo ludibriada. Se necessário, releia o texto oralmente para os alunos e peça que sublinhem no texto os pedidos do viajante à velha.

2. A velha disse que não havia o que comer ali, mas, ao passar pelo quintal, o viajante percebera que havia fartura de alimento.

Para os alunos que tiverem dificuldade com a resposta, peça que releiam os parágrafos 2 e 3 e sublinhem tudo o que o viajante viu em volta da casa: umas vacas, galinhas, patos, porcos, uma horta verdinha, tomateiro, árvores carregadinhas de frutas. Se for preciso, peça que desenhem a cena. Então, a seguir, pergunte-lhes: seria possível a mulher dizer que nada havia de comer por ali?

3. Alternativa B.
Caso o aluno assinale a alternativa A, peça que releia o terceiro parágrafo e volte, também, à questão anterior, se preciso até desenhando o que o viajante viu no quintal da casa; pergunte: essa fartura de alimentos poderia ser compartilhada sem prejudicar a subsistência da mulher? Caso o aluno assinale a alternativa D, mostre-lhe que esta é uma afirmação verdadeira em relação aos acontecimentos do texto, mas que não justifica a causa da mentira da mulher, ao contrário. Se os alunos tiverem dificuldades com a relação causa-consequência, liste no quadro de giz ações simples, com causas e consequências, como: foi mal na prova (consequência) porque não estudou (causa), molhou-se (consequência) porque pegou chuva (causa). Caso o aluno assinale a alternativa C, está bem distante de haver feito uma compreensão global do texto, devendo refazer a leitura e ser auxiliado a listar em itens, passo a passo, os acontecimentos, observando que as ações do viajante não foram agressivas em momento algum.

4. Alternativa C.

Caso o aluno tenha assinalado a alternativa A, auxilie-o a definir o substantivo indisposição enquanto uma negativa: o indisposto não está disposto a fazer algo. A seguir, releia o trecho para o aluno, destacando os trechos “tudo o que ele pediu e até o que não pediu” ... Mostre-lhe também que os alimentos extras, ou seja, os que não foram pedidos, somam cinco ingredientes, o que é bastante considerando sua indisposição inicial para ajudar. Se o aluno assinalar a alternativa B, faça com ele um caminho parecido, dessa vez destacando especialmente o sentido do advérbio apenas, mostrando-lhe a contradição: como pode ser apenas o que pediu se ainda trouxe mais cinco ingredientes? Caso o aluno assinale a alternativa D, está bem distante de haver feito uma compreensão global do texto, devendo refazer a leitura e ser auxiliado a listar em itens, passo a passo, os acontecimentos, observando que as ações do viajante não foram agressivas em momento algum e que a mulher trouxe cinco ingredientes extras de boa vontade, sem que o viajante lhe pedisse.

5.


É importante que os alunos identifiquem os elementos composicionais dessa narrativa. Trata-se de uma narrativa em 3a pessoa, ou seja, o narrador é observador e não participa da história. Quanto ao enredo, a trama só ocorre porque o protagonista tem um problema a resolver: quer comer, mas a velha senhora não está disposta a compartilhar alimento; devido a isso, ele mobilizará ações para a solução do conflito que culminarão no clímax: a mulher pergunta sobre a pedra para depois perceber que foi enganada. Para o aluno que tiver dificuldade, auxilie-o a fazer um esquema da história, compreendendo as seguintes informações: Quem conta a história? Com quem ela se passa? Qual o conflito a ser resolvido? Quais os fatos que vão acontecendo? Qual o clímax dessa narrativa? Como tudo acaba?
6. As palavras que se referem à personagem feminina do texto são: mulher, senhora, velha, ela, avarenta, esperta.

Se o aluno não assinalar todas essas palavras ou mesmo se assinalar alguma(s) que não seja(m) possível(is) como resposta, é preciso resgatar a leitura do texto, pedindo que os alunos destaquem todas as palavras que indicam que o narrador está contando sobre a velha. Depois, peça que digam em voz alta as palavras que encontraram e escreva-as na lousa para colocar em debate com o grupo. As palavras sopa, horta e barriga devem ser eliminadas em primeiro lugar, uma vez que se referem a outros elementos, que não a personagem feminina. Mostre a eles também que os pronomes isso e ele, assim como o advérbio depois, também devem ser eliminados, tendo outros referentes, a saber: fazer a sopa, o viajante e indicação temporal. 

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