Atividade de Arte 2ºano - Candido Portinari e as Brincadeiras Folclóricas - Habilidades: EF15AR25, EF15AR24

 

Título:
Candido Portinari e as Brincadeiras Folclóricas

Objetivos de aprendizagem

Conhecer brincadeiras tradicionais da Cultura Popular Brasileira, estabelecendo relações com as obras de Candido Portinari.
Objeto de conhecimento: Patrimônio cultural (Artes integradas).
Habilidade trabalhada: (EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

Experimentar brincadeiras, brinquedos e cantigas populares. 
Objeto de conhecimento: Matrizes estéticas e culturais (Artes integradas).
Habilidade trabalhada: (EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.

Tempo previsto:
200 minutos (4 aulas de aproximadamente 50 minutos)
Materiais necessários
Folhas de papel sulfite, réguas, tesouras com ponta arredondada, tubos de cola branca, lápis de cor, giz de cera, caneta hidrocor, lápis grafite, jornal, tampinhas de garrafa PET, palitos de churrasco, tachinhas, aparelho de som ou outro equipamento que reproduza som, mídia das músicas Marcha Soldado e Meu chapéu tem três pontas, fita adesiva, impressão das imagens de Candido Portinari específicas para esse trabalho ou mídia com as imagens e aparelho multimídia para sua exposição.

DESENVOLVIMENTO
Etapa 1 (Aproximadamente 100 minutos/ 2 aulas)
Pesquise em livros e sites de busca as seguintes imagens das obras de Candido Portinari: Roda infantil (1932), Menino com pião (1947), Cabeça de menino com chapéu (1961), e Papavento (1956). Antecipadamente, providencie a exibição dessas imagens (impressa ou virtual), a mídia das músicas Marcha Soldado e O meu chapéu tem três pontas e um aparelho de som, ou outro equipamento que reproduza som, para reproduzi-las.

Converse com os alunos sobre algumas brincadeiras tradicionais que eles possam conhecer, como amarelinha, empinar pipa, jogar pião, pular corda, jogar bugalhos (também conhecida como Cinco Marias) e queimada. Solicite aos alunos que contem como aprenderam essas brincadeiras e quais as regras que as compõem, explorando as semelhanças e as diferenças existentes entre elas. 
Terminada a conversa, comente com os alunos que essas brincadeiras tradicionais, também conhecidas como brincadeiras folclóricas, fazem parte do patrimônio cultural brasileiro e são transmitidas pela cultura oral, de geração em geração. Desta forma, apresentar aos alunos essas brincadeiras é uma maneira de fazê-los conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial de nossa nação. 
Apresente aos alunos as obras escolhidas do artista Candido Portinari que se relacionam com a temática das brincadeiras infantis, como Roda infantil (1932), Menino com pião (1947), Cabeça de menino com chapéu (1961) e Papavento (1956).

Analise as imagens com os alunos, explorando a descrição e a interpretação de cada uma, por meio de perguntas como: 

-Qual brincadeira vocês veem na imagem? 
-Vocês já brincaram assim?
-Quantas pessoas são necessárias para que essa brincadeira aconteça?
-Como Portinari representou as crianças nessa obra?
-Quais cores foram utilizadas por ele?
-Que formas vocês reconhecem nessa obra?

Proponha à turma que vivencie diferentes brincadeiras folclóricas, relacionando-as com as imagens das obras do artista, por exemplo: 
A brincadeira cantada Adoleta com a obra Roda Infantil (1932) 
Incentive os alunos a imaginarem as brincadeiras que as crianças do quadro de Portinari estavam brincando. Chame a atenção dos alunos para a criança que se encontra fora da roda, perguntando-lhes: 
-Em que lugar as crianças estão brincando?
-Por que o menino não está brincando com as demais crianças?
-Que tipos de brincadeira de roda conhecemos em que as crianças, aos poucos, vão saindo?
Conduza a discussão com os alunos e, conforme as respostas forem sendo apresentadas, fale sobre a brincadeira do Adoleta. Pergunte aos alunos se algum deles já conhece essa brincadeira e, na sequência, explique-lhes que para brincar de Adoleta é necessária a formação de uma roda em que todos deem as mãos, de maneira que a mão direita fique em cima da mão esquerda do colega. Para essa brincadeira, é preciso a música da Adoleta, cuja letra segue abaixo para conhecimento:

Adoletá
A-do-le-tá
le pe-ti pe-ti-co-lá,
le ca-fé com cho-co-lá.
A-do-le-tá
Puxa o rabo do tatu,
quem saiu foi tu,
puxa o rabo da panela,
quem saiu foi ela,
puxa o rabo do pneu,
quem saiu fui eu.

Cantiga popular

Conforme a música toca, de sílaba em sílaba, eles devem bater na mão do colega a sua esquerda. Quando a música chegar em “eu” (última sílaba da música), o aluno que receberia “a batida” deve retirar rapidamente sua mão, de forma que o colega da direita não consiga encostar na mão dele. Se o colega da direita conseguir bater na mão do colega da esquerda, quem sai da brincadeira é quem recebeu a batida; caso contrário, quem sai da roda é o aluno da direita que deu a batida e não acertou a mão do colega. E assim segue a brincadeira até sobrarem apenas duas crianças. Apresente-lhes a música:

As cantigas populares Marcha Soldado e Meu chapéu tem três pontas com as obras Menino com pião (1947) e Cabeça de menino com chapéu (1961)
Explore com os alunos as imagens Menino com pião (1947) e Cabeça de menino com chapéu (1961), de Candido Portinari, perguntando-lhes:
-O que vemos nessas pinturas?
-O que essas pinturas têm em comum?
-Quem sabe como podemos fazer um chapéu para brincar?
-Vocês conhecem alguma música que brinque com chapéu?

Terminada a discussão, proponha aos alunos que façam uma dobradura de chapéu para brincar, assim como as crianças representadas nas obras de Portinari. Organize com os alunos uma roda, distribua uma folha de jornal para cada um deles e ensine-os a fazer a dobradura de chapéu:

1. Com a folha de jornal aberta, dobre-a ao meio, na marca vertical. Se for preciso, retome com os alunos os conceitos de vertical e horizontal. 
Gire a folha, de modo que as partes abertas fiquem em baixo. 
2. Dobre novamente a folha ao meio e volte ao passo 1, para criar uma nova marca vertical.
3. Utilizando a dobra fechada na parte superior do jornal, dobre uma das pontas para o centro do jornal, encostando na marca central e formando um triângulo.
4. Faça o mesmo com a outra ponta superior.
5. Utilizando a borda aberta na parte inferior do jornal, mova apenas a camada de cima sobre o triângulo. Vire o papel e repita o procedimento, virando a parte inferior para cima.
6. Dobre as pontas externas e prenda-as com uma fita adesiva. Se quiser decore o chapéu utilizando os materiais de desenho disponíveis.
7. Abra o interior do chapéu usando as mãos e coloque-o na cabeça para brincar!
Reproduza as músicas Marcha Soldado e O meu chapéu tem três pontas, cantando-as com os alunos. Caso não seja possível a reprodução das canções por meio de um aparelho de som ou de um dispositivo que libere som, cante-as com os alunos fazendo as expressões corporais de acordo com o que é citado nas estrofes. 

Veja as letras a seguir.

Marcha Soldado
Marcha soldado
Cabeça de papel
Quem não marchar direito
Vai preso pro quartel
O quartel pegou fogo
A polícia deu sinal
Acode, acode, acode a bandeira nacional!
Cantiga popular

O meu chapéu tem três pontas
O meu chapéu tem três pontas
Tem três pontas o meu chapéu
Se não tivesse três pontas
Não seria o meu chapéu
Cantiga popular

Etapa 2 (Aproximadamente 50 minutos/ 1 aula)
Continuando com as brincadeiras cantadas a partir das obras de Candido Portinari, retome a obra Menino com pião (1947). Pergunte aos alunos se já brincaram de jogar pião e como se brinca disso. Explique que farão um pião para brincar usando materiais reutilizáveis:

1. Distribua para cada aluno uma tampinha de garrafa PET já furada no centro, um pedaço de papelão com o desenho de um círculo de aproximadamente 3,5 cm de diâmetro também furado no centro, um pedaço de palito de churrasco com ponta (com aproximadamente 7 cm de comprimento), tesouras com pontas arredondadas, cola branca, giz de cera e/ou caneta hidrocor para colorir.
2. Solicite às crianças que recortem o círculo e utilizem o giz de cera e/ou caneta hidrocor para colori-lo. 
3. Utilizando a cola branca, peça que colem o círculo de papelão na tampinha de garrafa PET, de forma que parte aberta fique para baixo e os furos no centro estejam alinhados. 
4. Passe o palito de churrasco por esses furos, deixando a ponta para baixo (para fora da tampinha, com a parte aberta, cerca de 1 cm). Caso seja necessário, ajude os alunos nessa etapa. 
5. Peça que esperem secar e brinquem de jogar o pião, observando qual pião consegue ficar mais tempo girando!
Aproveite para fazer um campeonato de giro de pião. O pião que continuar girando por último é o vencedor.

Etapa 3 (Aproximadamente 50 minutos/ 1 aula)
Apresente aos alunos a obra Papavento (1956). Analise-a com os alunos a partir de suas linhas, formas, fundo, cores, como laranja, amarelo, azul, rosa, preto e violeta, e representação da figura humana: uma menina de perfil, correndo e segurando um cata-vento. Pergunte aos alunos sobre o material utilizado pelo artista (giz pastel) e se já brincaram com cata-vento. Oriente os alunos a construírem seu próprio cata-vento para brincar, assim como a menina da obra de Portinari:

1. Distribua aos alunos um pedaço quadrado de papel sulfite branco (medindo 20 x 20 cm, por exemplo) e giz cera, lápis de cor e/ou caneta hidrocor para decorar os dois lados do papel. Oriente-os que desenhem livremente, criando formas e trazendo para a composição as cores utilizadas por Portinari na obra em análise. 
2. Com o apoio de uma régua, peça aos alunos que tracem duas diagonais no papel, indo de ponta a ponta do quadrado a formar um X.
3. Auxilie os alunos a marcar uma distância de 9 cm da ponta do papel em cada linha diagonal. Entregue-lhes as tesouras com ponta arredondada e peça-lhes que recortem até a parte marcada.
4. Oriente os alunos a colar uma ponta do papel no centro, fazendo uso da cola branca e repitam o procedimento com as demais pontas, até formar o cata-vento. O cata-vento precisa de um tempo para secagem. Dica: diga aos alunos que usem uma quantidade pequena de cola para que o cata-vento não fique úmido e pesado.
5. Auxilie os alunos a furarem o centro do cata-vento utilizando uma tachinha ou espete-o no palito de madeira. Lembre-se de deixar um espaço entre o cata-vento e o palito para que ele gire.
Terminada a atividade, permita que os alunos brinquem de assoprar e de correr com o cata-vento, fazendo-o girar.

Avaliação
A avaliação deverá ser contínua ocorrendo em todas as etapas do desenvolvimento da atividade. Poderão ser avaliados a participação e o envolvimento do aluno, a criatividade, a compreensão do tema trabalhado e a relação entre as imagens apresentadas e as brincadeiras vivenciadas por ele. 

Durante o desenvolvimento das atividades, observe: 
• o aluno realizou as brincadeiras propostas, valorizando-as?
• o aluno produziu seus próprios brinquedos e foi criativo ao elaborá-los?
• o aluno reconheceu as brincadeiras representadas nas obras de Candido Portinari?

Após o trabalho com a sequência didática, trabalhe com os alunos a autoavaliação a seguir. Se preferir, reproduza as questões na lousa e peça aos alunos que as copiem e respondam.


Sugestão
Essa atividade propicia uma articulação com os Temas Contemporâneos Preservação do Meio Ambiente e Educação para o Consumo, ao abordar a reutilização de materiais que iriam para o lixo, a partir da construção de brinquedos. 

Um comentário:

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